quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

então é Natal...



e temos motivos para sorrir...

canções de ninar...

um bebê para dengar, beijar, amar...


entre os navios e o mar, mil motivos para comemorar.


Um bom ano está chegando ao fim. Generoso. Que me transformou em mãe. Mulher. Me trouxe um amor. Dois amores. Um ano especial.

A bebê noel mais linda. Letícia

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

"Nova" Infância


Letícia, ah Letícia. Como é bom velar teu sono. Eu e papai amamos te olhar. Até chorando és linda.

Te amamos p' sempre filhinha.

Mamãe e papai



"Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você

Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só..."

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Enfim, o amor puro...


Nasceu o amor mais puro. De uma mãe para uma filha. De um ser que deixou de ter traços imaginários e tornou-se real. Concreto. Com 3.770 kg e 50 centímetros. Pequeno ser. Mas que habita todo o meu coração. Que transformou meu dia-a-dia. As trevas em luz.

Desde 9 de dezembro, meu coração palpita de acordo com o seu. Tranqüilo, sereno. Parece não ter pressa do tempo passar.

E o tempo passa...logo, logo, ela já está diferente!Ainda mais bela. Uma princesa chamada Letícia. Que ingenuamente seduz o mundo. E deixa muita gente muda.

Com amor, de sua mãe.

Taciana

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Longa espera...

Passa o tempo. Longa espera. Letícia não tem pressa. 5/12/08, data provável do parto. 40 semanas e 1 dia. E a menina enrosca. Gosta do calor da mamãe. Ela deve ter ouvido que não a deixarei dormir na cama com os pais. Aí, está aproveitando cada segundo. Mas, de uma semana ela não passa. E logo, logo, estará entre nós. Linda, saudável, alegre. Bem sapeca e serelepe.

Vem filhinha!
Mamãe e papai estão te aguardando.
Com amor.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Amor, meus grandes amores


Só para dizer que amo minha filha e meu marido. Que estou ansiosa. Com 35 semanas e dois dias. E a partir de 37 semanas, 20 de novembro, Lelê pode vir naturalmente. Que falta pouco. Muito pouco. Já está tudo pronto. Até as lembrançinhas. Mala da maternidade. Que quero sentir a dor do parto. Amamentar até Letícia se esbanjar. Viver cada sorriso. Cada noite mal dormida. Ser muito feliz com a nossa família. Que tirando a dormência/formigamento nas mãos, o resto está em paz. E subtraindo minha ansiedade e stress…é só alegria. Viva Letícia. Que venha ao som de Chico Buarque. E amor de fundo musical.

domingo, 19 de outubro de 2008

...aspectos negativos...


É estranho, mas aqui só se fala nos "louros" da gravidez. Sim é um momento maravilhoso. Único. E a minha gestação, posso afirmar com orgulho, está sendo linda. Com a completa participação do pai e maior desejo da família.
Mas vamos lá...estou com quase 34 semanas. A partir das 37 semanas, Letícia já pode vir. Não é mais considerada prematura. Apesar da ansiedade, quero que ela venha lá para as 39...bem lindinha! A gatinha-bebê do papai.
Engordei, eu sei. Nesta semana começo a ir ao médico todas as quintas-feiras. O tempo já está cronometrado. No próximo sábado é meu curso de gestante. Meu e de Fabiano. Detalhe: das 8h às 17h!
Estou ansiosa. Acho que será uma forma de mergulhar de uma vez neste universo.


Sim, mas quando começei a postar queria enumerar o que não gostei na gestação. Vamos lá:

- Das dores de cabeça no primeiro trimestre;
- Do medo de perdê-la, no começo da gravidez;
- Do peso, de andar meio desequilibrada;
- De fazer xixi a cada 5 minutos;
- Da falta de ar, a partir dos 7 meses;
- De conselhos do tipo: cuidado para não engordar demais...;
- Da vagarosidade dos últimos dois meses (essa é boa)...
- De perder meus jeans (e consequentemente os sutiãs, blusinhas decotadas...)!!!!;
- Da extrema sensibilidade "a-flor-da-pele"...afe!
....

Enfim, papai já tá reclamando, disse que não tem nada de ruim.
Só tô dizendo que tem seus obstáculos!!
Mas tudo vale a pena ao vê-la na ultra-som, senti-la na madrugada...

À espera de Letícia...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um chá-de-princesa



Um sonho. Assim posso descrever a festa do meu chá-de-bebê. Muita gente querida, declaração de amor a Letícia, boa comida e descontração. Uma realização que não esperava. Tão gostoso como o bom brigadeiro. E ela curtiu. Ficou acordada. E se comportou muito bem, vale registrar. Os amiguinhos e priminhos de Letícia foram em peso: Tatá, Isa, Cauã, Pedrinho, Stefany, Gabriel. Ah sei, faltaram Helena e Rafael.
Se é para botar algum defeito, sim teve. A falta de alguns familiares e amigas. Algumas, eu sei, trabalharam. Afinal, chá-de-bebê em véspera de eleição é invenção de pouca gente. Mas é besteira. Li na coluna social que teve casamento no dia 3 e 4 de outubro. Tirou um peso na minha consciência (ou anti-consciência política?).
Tudo lilás, rosa e branco. Exatamente como o seu quarto. Por sinal, seu castelo está perfeito. Todo pronto. Falta apenas lavar as roupinhas. Uma etapa que começa na próxima quarta-feira. Depois ajeito a malinha. Com muito prazer, é claro. Não vejo a hora de ver seu rostinho. Se ela realmente parece com o que sonhei. E o que papai sonhou. Branquinha, olhos claros, cabelos cacheados. Perfeita, como o sonho.
Graças a minha comissão de festa (Palloma, Ceci, Mila e a avó coruja, Célia), a festa foi maravilhosa. Teve direito a dicas preciosas para mamãe, uma declaração da avó coruja. E cartinhas para Letícia. Já guardei com carinho. A princesa terá o direito de saber o que já declaravam dela. E de mim. Não teve prendas tradicionais. Confesso minha fuga. Não queria pagar micos, nem me pintar. Queria mesmo ver as fotos e revelar.
De bom fica a lembrança de que o amor das amigas e da família é uma herança. Posso sentir o quanto Letícia é amada. Um sentimento que passa de mim para ela, do pai para ela...
Obrigada a todas! E ao tio maguinho por encher tantas bolas…

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Batendo tudo

"Se você está feliz bata os pés;
Se você está feliz bata as mãos"

A gatinha está feliz. Bate as mãos.
As perninhas. Não pára. É só felicidade.
Quer nascer. Já pesa na barriga da mamãe.

Mas mamãe diz pra ela ficar calma, temos tempo.
Vamos completar 29 semanas…para os leigos: 6 meses e 20 dias.
Dói pernas, braços. A circulação do corpo não é mais a mesma.
A moleza e a vontade de dormir me dominam.

E não tem assunto mais interessante para mim, que não seja bebê!
Revistas, livros, jornais. Até o Fantástico mostrou fatos relevantes.
Não me venha com crise econômica, eleição…
Mas importante do que a eleição, é o chá-de-bebê que acontece um dia antes;
Podem me chamar de ignorante, alienada. Letícia é meu assunto predileto.
E ponto final :)

EPa, antes que esqueça: o médico quase me mata. Engordei uma beleza...parei de comer tortas. Chocolates então? nem pensar!
Mas papai tem que ajudar...fica abrindo biscoito às 22h...
fica difícil...
vamos ver!!!Até a próxima consulta médica. Vamos ver bebê na ultra na próxima quinta!
prometo uma foto dela aqui.
Jurooo!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bonequinha



Eu tenho uma bonequinha;
Ela veio de Paris pra mim;
Ela usa um bom chapéu;
E também um amor de véu;
Eu boto ela em pé, não cai;
Ela chama mamãe, papai;
Mas um dia, sem razão;
Escorregou e caiu no chão;
Quebrou o rostinho dela;
E também o dedinho do pé;
Eu levei ela no doutor;
Que sabia curar sem dor;
A bonequinha chorou, chorou;
E eu também chorei, chorei;
Só depois que ela sarou;
Eu brinquei, brinquei, brinquei..

terça-feira, 26 de agosto de 2008




Minha pequenininha está fazendo 6 meses. É nesta semana. Fico pensando, daqui há 3 meses, vou estar com ela nos braços. O tempo passa tão rápido. Marquei o chá para daqui há um mês. Uma forma do tempo passar. E curtir cada momento. Já olho para as crianças com outro olhar. Choro mais fácil. Sinto a dor de cada pai e mãe que sofre. Seja com violência ou injustiças. O medo não é mais de perdê-la. É de como tê-la. Criar. Cuidar. São tantos verbos na primeira conjugação…
Letícia está enorme. Na próxima semana ela passa do primeiro quilo. Pense numa valentia. Já acorda a mamãe. E escuta o papai. Reconhece a voz. Impressionante. Parece mentira. Todo dia quando papai saí, ela já fica esperta e dá aquela "cutucadinha" na mamãe.
Detalhe, a pequena é noturna. Vai adorar varar a noite assistindo TV com o pai. Por mim, antes das 22h estou na cama. Mas quando são 23h, bebê dá um pulo e começa as acrobacias. O útero está ficando pequeno para as suas cambalhotas. Em breve, ela vai querer ver a luz. Não vejo a hora da próxima ultra. De ver seu primeiro sorriso. Suas caras e bocas. De com quem parece. Calma, calma. Ela não tem pressa. Está curtindo cada carinho e beijinho. A barriga é tão quentinha. Deixa ela quieta. Protegida deste mundo. Vá dormi bebê.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pra quê isso...


Gestação é tudo que eu não imaginava. Juro. Quem estiver se preparando fique atenta: você não fica apenas se amostrando com a barriga ou sendo bajulada por todos. Você trabalha e muito. Mas não consegue ter a concentração de antes. No meio do expediente, me pego visitando sites de gravidez, bebê, decoração de quarto…tudo é mais interessante do que a vida aqui fora. Parece que existe um novo mundo dentro de mim. Eu sei, existe! Não é isso que quero dizer…enfim, não adianta. O que sinto é difícil traduzir. Passou a euforia da notícia. Agora a fase é mais tranqüila.
Ao mesmo tempo, os dias passam rápido. Estou na 25ª semana. Vou completar 6 meses. Vendo kit de berço, higiene, daquilo outro. E ainda tem o tal do chá-de-bebê, que todos perguntam. Vez por outra me sinto sozinha. Isso mesmo. Com tanta gente perguntando como estou, ligando, me sinto "isolada". Na verdade o mundo não acompanha as minhas mudanças. Já estou preocupada, imagine, com a minha licença-maternidade. Se vou receber visitas. Dos amigos, família. Eu, em!
Saindo um pouco do interior-crítico, Letícia está ótima. Às vezes mamãe reclama porque ela não mexeu. Ela parece ouvir. Captar. Começa a chutar para lá, puxar o cordão umbilical. O médico aliviou. Disse que engordei na medida certa. 400 gramas, de julho até agosto. Não sabe ele que nem alivio tanto. Todo dia, religiosamente, almoço e caiu de boca numa torta. A culpa não é minha. Mas do refeitório novo. As tortas são deliciosas. Afê! Em compensação tenho caprichado nas frutas, sucos, verduras.
Muito bom é resolver coisas. Todos os dias tenho algo a fazer. Hoje, por exemplo, esperei o marceneiro (aquele que atrasou na entrega e tal…). Mas, até que enfim, ele terminou tudooo: o acabamento do móvel de Letícia. E ainda, de quebra, conversei com ele sobre os filhos, sua relação extra-conjugal, de trabalho. Uma verdadeira terapia. Daqui do trabalho vou comprar pregos, uns ganchos, um lixeiro novo. E…tan, tan, tan: fechar o danado do kit de berço, cama de babá, bonequinhas etc. É muito "pra quê isso". Mas enfim, resolvido.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pai é pai



Posso até ser desleixada. Mas jamais deixaria de lembrar de uma figura tão importante. Todos costumam falar: "mãe é mãe". No entanto, eu gosto de repetir que "pai é pai". Isso porque tive e tenho um pai presente, fundamental na criação de meus valores. E mais ainda, porque Letícia tem a sorte de ter um pai dedicado, carinhoso. Que faz questão de conversar com ela, enquanto muitos ignoram a gestação. Letícia tem um pai que se emociona com seus pulos. Que faz de todos os dias, o dia deles. Que dedica os últimos minutos do dia, para se declarar. Orar baixinho. Agradecer a Deus por tudo que ela trouxe para ele. Um pai, que desde a concepção, a aguarda. O pai do bebê mais lindo. Da indiazinha. O pai da menininha. Que ele já faz questão de leva-la à escola. E já briga para ser seu par no Sao João. Que diz que vai ser chato, ninguém vai pega-la. Mas no fundo, se orgulha e vai se amostrar bem muito. O pai que a coloca para dormi e treina as músicas de ninar. Que vai dar uma Kely - a família dele é tradição, toda cadela se chama Kely - de presente do dia das crianças. Enfim, um pai como o meu. Com objetivos traçados de acordo com a vida dela. E a minha. E no próximo dia dos Pais, Letícia vai estar com um laço na cabeça, dentro de uma caixinha. E será sempre o seu melhor presente. A sua presença. Pai, até a hora de dormir. Te amamos.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Torta de crocante



Estou mesmo. Feliz? Muito! Satisfeita? Como nunca.
A melhor fase da vida, acompanhada do maior presente de Deus. Uma filha, um tesouro. Seu nome, alegria. Serelepe, trelosa. Gosta mesmo é de acordar mamãe de madrugada. De deixar o pai babando. De não responder quando os outros falam. Geniosa. E com personalidade. Tá certo, você pode até dizer: “exagero de mãe”. Mas eu juro, ela entende tudo. Envolve meus sentimentos como ninguém. Atrai olhares curiosos. Papai até me chama de metida. Estou me sentindo a grávida mais linda de todas. E mais feliz também.

O trono da princesa está pronto. Melhor, seu reino está quase pronto. Falta um retoque ali, outra lá. Da caminha, papai ensaia músicas no violão. Do berço, Letícia dorme. Repousa seu sono de princesa. Calma, ela não nasceu. Mas já conto os dias. Sem pressa. Só ansiedade, curiosidade. Coisas de mãe. Ah, deixa contar um segredo: Letícia adora tortas!De todos os sabores. Principalmente a crocante. E por causa dela, mamãe está ganhando uns quilinhos. Mas vale a pena. Do lado de fora, sinto o seu sorriso. Satisfação. Afinal, ela fez a escolha. Ser minha filha. E eu a desejei. Chamei. Pedi. Ela, apenas, obedeceu. Que seja sempre assim.

domingo, 27 de julho de 2008

Aliviada.


Letícia está tranqüila, agora. Relaxada. Sim, porque ela sente o que eu sinto. E ponto final. A "reforma" terminou. Pintura e marcenaria. Falta pouca coisa. Um furinho ali. Um quadro pra cá. Mas o resultado já agrada. Alivia. Parece que vejo o seu sorriso. Seu quarto está lindo. Melhor do que imaginamos. O trabalho sempre compensa. Escolher a cor da tinta. Mesmo que dê trabalho. E que esteja cansada. Com asma. Lilás precioso. Minha filha é um ouro precioso. Deu um up grade nas nossas vidas. Já penso em como será. Em como está sendo maravilhoso. Seu quarto, seu canto. Está a nossa cara. Minha, dela e do papai. Que escolhe vestidinhos lindos. Para o bebê mais lindo. Bebê adora as brincadeiras do papai. Quando ele a escuta. Faz questão de mecher, quase exclusivamente, para ele. E adora cochinha, pizza, chocolate. Mas o médico puxou a orelha. Então, vou segurar os gostos do bebê e preparar o leitinho do peito. Frutas, verduras, feijão, fígado, leite, derivados…

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sushi


A gatinha dorme e acorda. A cada uma hora. Implica com um ou outro que encosta. Não mexe pra todo mundo. Dependendo da pessoa, fica na dela. Calminha. Mas já estica as pernas. A impressão é que está com a cabeça do lado direito e as pernas para o esquerdo. As pessoas já reconhecem a gestante na rua. Ah, pela primeira vez senti o gostinho de entrar na fila preferencial do banco. Tinha um casal de velhinhos na minha frente e um outro furão, que resolveu passar na frente. Ainda pensei em gritar "olha a fila", mas aí olhei para as pernas dele e comparei minhas condições para a dele. Calei a boca. Ponto para mim. E fui atendida em três minutos. Antes disso, Letícia degustou muitos sushis! De todos os tipos. Comi tanto que a barriga pulou dos aparentes 5 meses (estou apenas com 20 semanas, ou seja, 4 meses e meio) para 7 meses. Três horas depois do rodízio ainda estou passando mal. Cheia. Coisa de pobre mesmo, encher o bucho. Tudo bem, eu posso, estou grávida. Comi, literalmente, por duas. Mesmo sabendo que não é para ser assim. Passou. Agora, é só aguardar a digestão.
Esta semana foi especial e estressante. O marceneiro entregou o móvel de Letícia e tumultou toda a casa. É que junto a cômoda e o trocador, veio um módulo para cozinha, reforma da mesa, sapateira…melhor para nós que ganhamos uma casa linda. O futuro está recheado de planos. Tão gostoso como a certeza da presença de minha filha no ventre. Às vezes lembro de minha mãe e de todo o amor que sinto por ela e fico tão feliz. Só em imaginar que alguém vai me amar na mesma proporção que eu amo a minha mãe. Enfim, é algo tão indescrtível, mas que está aqui. Dentro de mim.
Ah, levamos Letícia para os Aflitos. Ela adorou ser do Naútico. Só não aprovou o resultado, mas tudo bem. Ensinei a ela que "nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar". O que importa é participar. Estar lá. E nós estávamos. Papai ficou bravo com o jogo. Mas ficou feliz ao saber que Letícia não parou de mexer durante os 90 minutos. Acho que o barulho, a tensão do clássico, a deixou um pouco agitada. Resultado, ela dormiu a noite toda abraçada comigo e papai. E assim vamos embalando os dias. Juntinhos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Violão...


A música. Que pequena para gostar de som. Segundo o pai, o gosto é requintado. Chico Buarque, Nando Reis. Há quem acredite que ela também gosta de forrozar. Com Luiz Gonzaga. A única fã declarada do pai tocando violão. Melhor ainda, quando ele canta. Ela ainda não decorou as letras. Talvez tenha a mesma dificuldade que mamãe. Vai cantar errado. Deixa. O que Letícia é mesmo é carnavalesca. Frevos de bloco. Dos mais animados aos mais clássicos. Que menina virada. Um palpite. Letícia também não dispensa um bom samba. Pagode…



Vamos mudar de assunto para não abrir polêmica com papai. Há alguns dias só nos dirigimos a ela como "bebê". Não há nada mais lindo. Carinhoso. Conversamos, beijamos. E ela responde. Com chutes. Saltitos. Já é exigente. Pediu ao papai ir ao Parque da Jaqueira. Com o sapatinho novo. Também já ganhou a roupa de reveillon. Um macaquito branco, lindo, de cambraia (antes de ser mãe, nem sabia o que era cambraia…). Letícia também chora. Ficou triste com a viagem da prima-tia. Perguntou se ela volta. Não soube responder. Mas tenho certeza, onde estiver, vai ama-lá, respondi. Ficou silenciosa. Virou-se e foi dormi. Respeitei seu momento.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

:)

Engraçadinha. É a impressão que tenho da minha filha. Traquina. Gosta mesmo de rir dos pais. Aprontar. A ausência do pai a fez acordar mais cedo. Às 4h30. Do outro lado, papai abria os olhos na mesma hora. Uma verdadeira sintonia. Ontem levei Letícia ao médico. Seu coração bate forte. E o meu palpita cada vez mais. Principalmente ao senti-la sorrir. Dentro de mim, seus movimentos são constantes. Senti-la, álias, faz parte do meu dia. Já sei a hora que está acordada. Que brinca. A imagino brincando no cordão umbilical. Puxando. Chupando o dedo que nem a mãe. Mas no seu caso, vou preferir a chupeta. Pepê. E ela quem vai escolher o seu par no São Pedro do próximo ano. Pedrinho, Rafael, Cauã…Ou papai, titios, vovôs. Sempre será a menina dos olhos de ouro.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A matuta



Sim, é ela. Uma menina. Linda. Afilada e de boca carnuda. A princesa do pai e da mãe. Que vai brincar de matuta no próximo São João. Com pintinhas na bochecha. Vestido todo enfeitado. E vai adorar a piscininha no quintal dos avôs. Brincar na areia da praia. Assistir A Bela e a Fera. Se deliciar com morango e brigadeiro (sem chocolate). Ir para São José. Dançar forró com Cauã. Beijar mamãe. Olhar firme para o pai. Coçar a careca do vovô. E os cachinhos do outro avô. Lidar com o ciúme de todos. A mais linda, mais cobiçada, mais e mais. A minha filha. A filha dele. A nossa filha. O nosso bebê. De olhinhos brilhantes. Que mamãe tanto sonha. Anseia pelo sorriso. Quer arrumar a casa. O quarto. Aguarda-la. Preparar seu trono. A coroa. Forrar o berço. Ligar o abajur. Dobrar suas fraldas. Enfim, viver ao lado dela o Natal mais feliz do mundo. E haja Lost para passar o tempo…e amor para superar todas as dificuldades.


Queria dedicar um parágrafo para as dúvidas. São tantas escolhas. Em pouco tempo é preciso escolher: obstetra, maternidade, pediatra, cor do quarto, decoração, papel de parede (ou não?), lembrançinha de maternidade, babá/empregada ou hotelzinho, carro novo, cadeirinha de carro adequada…é muito trabalho para os próximos cinco meses. Quando na verdade, gostaria de dedicar cada segundo a imagina-la. Fazer o quê? "É preciso saber viver…"

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Namorados


Sabe aquela fase na vida que você duvida encontrar a tampa da panela, a metade da laranja?
Era a minha realidade antes de "reencontrar" o pai de Letícia/Felipe.
De repente, o olhar, as mensagens, o primeiro beijo e tudo mais.
O grude. As brigas. As reconciliações.
O saber amar, sabendo deixar o outro amar.
Enfim, a descoberta do amor.
Das declarações. Do ciúme.
Do medo de perder.
Mas também da certeza, do carinho e do desejo.

Somos unha e carne. Preto no branco.
Respeito mútuo. Confiança.
Mas do que isso: amantes, fiéis, leais.
A panela e a tampa… E já projetamos o futuro.
O próximo dia dos namorados. Com o (a) novo (a) integrante da família.
Carnaval, São João e todas as festividades com a presença de Letícia/Felipe.
É bom fazer planos com quem se ama.
Não importa que o mundo duvide da eternidade do nosso amor.
O importante mesmo é sermos felizes juntos, sempre.
Como ontem, no dia dos namorados.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Mudança

Sabe qual a mudança na vida, com a chegada de um filho? Não são apenas sintomas físicos - cansaço, sono insuprível, fome repentina, mal-humor, etc, etc. A rotina é recheada de detalhes, inseridos pouco a pouco. Reforma na casa, orçamento com marceneiro, janela na área de serviço. Para tudo ficar perfeito. Mesmo sabendo que é impossível. Mas vale a pena antecipar. As conversas giram em torno do novo rebento, de acordo com as experiências de cada um. Da logo uma paranóia, vontade de acertare, ser um neorevolucionário. Um medo de amamentar, parir, criar. Depois vem aquela certeza: "ninguém nasce mãe, torna-se". É até ajuda, mas enquanto as coisas não acontecem tudo é apreensão.

Você estranha os estranhos. Que pegam na sua barriga, invadem sua intimidade. Ou aquela pessoa distante que deixa um recado no Orkut. Aos poucos, a metamorfose acontece. Os dias passam e você compreende que jamais será a mesma. O nome muda. As pessoas lhe identificam de outra forma: mãe, grávida, mãezinha. E não será mais Taciana, mas a "mãe de Letícia ou de Felipe".

E tudo que você programa tem que estar incluído a tal da licença maternidade. Uma palestra em novembro? Depende da data. O Natal das crianças? Não sei como será.

Enfim, se hoje já não sou a mesma, imagine depois do nascimento de Letícia/Felipe...

É melhor relaxar. Respirar. Fazer exercícios. Falar bem muito mesmo,sobre nascimento/maternidade/parto normal-cesáreo. Enquanto isso, faço medidas da nova vida. Sonho bastante. Cada sonho louco. E acordo pensando que estou sozinha. Depois toco na barriga e percebo a melhor companhia. De um pequeno ser.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Antes de tudo...

Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes. Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone. Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria, Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,eu limpava minha casa todo dia. Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar. Antes de ser mãe, eu não me preocupava: Se minhas plantas eram venenosas ou não. Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu não pensava.Antes de ser mãe,ninguém vomitou e nem fez xixi em mim, Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas. Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente, Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que segurar uma criança chorando, para que médicos pudessem fazer testesou aplicar injeções. Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam. Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha. Nem fiquei sentada horas e horasolhando um bebê dormindo. Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor. Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida e que pudesse amar alguém tanto assim. E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, de ter meu coração fora do meu próprio corpo. Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto. Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança. E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante. Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda, cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem. Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,a dor e a satisfação de ser uma mãe. Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes. Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A Imperatriz


Letícia desliza dentro de mim. Brinca, chupa o dedo e vira. Álias virada é como ela é, e gosta de estar. Meu útero se tornou um parque de diversão. De uma bela princesa. Que dorme e acorda dentro de mim. Que dita as regras da minha rotina. Me manda para a cama mais cedo. Determina o que comer. Imperatriz, manda e desmanda. Me faz chorar. Sorrir. A rainha dos nossos dias. É sapeca. Brincalhona. Filha de pai e mãe. Com três meses já chega perto dos 7 cm. Pequena? Enorme. Conseguiu se tornar o fato mais importante da minha vida.
Dorminhoca. Gosta é de dormi. De sentir a presença do pai. De brincar com Pan. Comer brigadeiro. E derrubar um balde ostra. A culpa é dela. Não minha. Letícia adora a rede na sala. Assistir Lost. Não é muito chegada na internet. Mas gosta de que registre aqui no blog o seu crescimento. Está feliz. Ansiosa para nascer. Chorar bem alto. Sorrir junto de nós. Vamos celebrar.

Detalhe, Letícia pode ser Felipe. Mas é provável que seja Letícia. A médica "acha". Eu tenho quase certeza. E a avó tem absoluta certeza. O segredo é aguardar. Ser feliz junto a ela. Ou ele. Muito mesmo. Como já estou sendo…

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Coração forte

A vida ganha um novo sentido. Tenho perspectivas. Uma nova vida urge dentro de mim.Alegre, com vontade de crescer. Em breve, esse blog não será uma Vida Proibida. Mas sim,compartilhada, dividida. Seus nomes estão escolhidos, decididos. Falta saber sua história. Quem é este ser. E porque decidiu a mim e a ele, como seus pais. Ainda somos os mesmos, como os nossos pais. E com o resultado em mãos, conhecimento e certeza da nova vida, nada se compara ao momento crucial. Do coração batendo forte. Das mãos alegres, mas principalmente da vontade de viver. Parecia sorrir, mas só eu percebi. E o pai (bobo), claro. E mesmo depois de três semanas da primeira observação (ultra-sonografia), a imagem é viva na memória. Meu bebê está mais velho, com o corpo formado. Um moçinho. Completa, amanhã, 12 semanas.Sobreviveu ao momento mais crítico da formação. E até que me comportei direitinho (mesmosem o reconhecimento das pessoas comuns). Perto dos três meses de gestação. Um filho desejado e amado desde a concepção. Que vem remexer e mexer com todos. Modificar nosso sorriso. Nos tornar os mais felizes do mundo. E nascer no mês do Cristo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Grávida

Eu tô grávida Grávida de um beija-flor
Grávida de terra
De um liquidificador

E vou parir
Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corredor

Eu tô grávida
Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão

E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz

Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal

E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
Um cartão postal

Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar

Vou dar a luz

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Índia

Entre uma linha e a outra, um suspiro. A falsa certeza. De que não havia, algo que já está aqui. Dentro de mim. Não importa os fatos passados. O presente simulou o futuro. E as duas linhas apareceram. Confirmando uma dúvida. Que se transformou numa certeza tão boa. Confortante. Que vai chegar, cedo ou tarde. Para ser mais exato, no final do ano. E que, segundo os “bruxos” já tem até sexo. Menina. Letícia ou Eduarda? No tempo certo se resolve. Por enquanto, vamos viver tudo que há p’ viver. O corpo está estranho. Desconforto, sensações e uma vida. Mudança de postura, hábitos, de vida. Isso mesmo. Não é simplesmente uma notícia. Uma nova vida. Que chegou para mudar. Renovar. Inovar. E ficar para sempre. Descalça como na mata. Sapeca. E boa. Coração bom. Disso, temos certeza. Vamos ver um girassol no fundo do mar…entre os peixes e os navios afundados. Sem nexo? Ela sabe!É assim mesmo.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O céu


O tempo fala. Com ajuda do vento. Respira e flutua sob nós. E diz tanto. Fala em segredo, de preferência. Que as cores não serão as mesmas. Mas é assim. Até onde o limite chegar. O amor sobreviver. Enfim, a vida florecer. Amo a liberdade. E aprecio quem ama. Não pode ser diferente. Inspiro confiança. Não respiro o excesso. De machismo. Da falta de argumento. Da briga sem motivos. Bom é ser feliz. Madura. Entender a vida através do meu ângulo. Da dança do artista. Passar os obstáculos. Sobreviver. Ganhando o pão. E depois o bolo, o jantar. Luto para ter a vida que quero. Triste de quem (tentar) impedir isso. Temos tanto a combater. O machismo. O ponto de vista, visto como certo. E alimentar o certo. Tentar acertar. Sempre. Voar.


A foto é premiada e, convenhamos, inspirada.

Créditos: Alexandre Gondim/DP

terça-feira, 15 de abril de 2008

Palmas

Parabéns pra você. Não por tentar me enganar. Mas pelo prazer sem limites de me fazer sorrir. E de rir meu riso e derramar meu pranto.
Parabéns pelo bolo repartido, que não houve. Pela ausência do presente e presença do carinho.
Parabéns pelo é pique-pique, que não soou na sua casa, mas no meu pensamento.
E que entre um chop e outro, eu seja a sua lembrança mais viva. Que eu seja o futuro passado e o eterno presente.
Que eu te traga as maiores alegrias, mas também as "boas" tristezas.
Enfim, o fim. Do texto. Não de uma história.
Ponto.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Tempestade

Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz.
E o tempo passou a ser protagonista do momento.
Com calma, tudo se resolve. E a claridade aumenta.
Mesmo insistindo no erro. Nos erros.
Ainda bem que tudo vale a pena.
Se não fosse Fernando Pessoa, não entenderia.
É o conforto.
A paz.
Paz!
:)

domingo, 6 de abril de 2008

hunf, hunf...

Entre uma pauta e outra, um texto. Uma lembrança. E um “tulhão” de pensamentos. Que vida é a minha? Qual a vida que quero? Nem o tempo nos conduz a uma resposta. Qual será o destino, no meio de tantos. Europa ou Zoropa? São José ou Porto? Saudade do tempo que tinha certeza de tudo. Agora, resta-me a fé. E a vontade de acertar. Aprender junto. Mesmo quando juntos seja mais complicado. Piscina, praia e sobrinho. Ostra e caldinho. Pouca cerveja, apesar da sede. E responsabilidade. De cumprir o expediente. Sem desculpas esfarrapadas. De ir de Carro, Viagem a Informática, Esportes e Polícia. Satisfação? Não sei. Dificuldades? Não!Realizações, sim. Máquina e suco em casa. Faxina duas vezes por semana. Leituras de livro agradável. Retornando a rotina da capoeira. Isso é saudade…”A VIDA SEM CAPOEIRA, APERREIA, APERREIA…NO INVERNO EU SINTO FRIO E A ALMA NÃO ME INCEDEIA…”
A falta de consenso, o excesso de orgulho;
A falta de um motivo abstrato.
E a certeza, de que falta muito. Bastante, na verdade

terça-feira, 25 de março de 2008

Psiu!

A cidade é do silêncio. E a truculência e ambição fizeram vítimas. Marcas e traumas. Aqui perto. Na vida de centenas de mulheres. Milhares. Milhões em toda história da humanidade. E nós complacentes, mal nos sensibilizamos. Ajudamos a calar suas doces vozes. Desacreditando os seus depoimentos. E logo aqui, outros enredos bem semelhantes. De um pai que creditou o depoimento de uma filha, a partir de um laudo não-oficial. E a filha teve que soluçar sozinha. Chora suas lágrimas mais de 12 anos depois. E tantas, e tantas nadadoras. Quantas outras vítimas ainda não constam no processo? Não importa? Sim, importa. Nossa geração tem mais responsabilidade. De desmascarar até a morte, como muitos Diaz. De revolucionar, mesmo que os grandes ícones, como Che Guevara , Fidel, Olga, Prestes e tantos outros sejam visto como ultrapassados; De lutar pela punição, mesmo que tudo e todos os contrariem. Alguém tem que fazer. Mas a maioria prefere calar. E você, o que tem feito para melhorar isso? Dormido tranqüilo? Estragado comida? Produzido mais lixo? Atropelado inocentes? Desperdiçando a chance de estudar, quandos milhares de crianças/adolescentes queriam?
Não responda. Reaja. "O tempo não pára". Corra. Vá átras.
Antes que outras Páscoa passe e você esteja no mesmo lugar...´
Pronto, desabafei.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sonho

Joana Francesa de fundo. Minha casa, pessoas amadas. Os sobrinhos queridos, uma prima, a cunhada e o irmão. Mas também pessoas desconhecidas. Assim foi o sonho na madrugada de hoje. Lá fora (da vida real) chovia bastante. A casa silenciosa e apenas a minha presença. Bastava fechar os olhos e vê nitidamente todo o cenário descrito acima. E porque com tantos seres amados, num ambiente familiar e uma das músicas preferidas - tocando “Acorda, acorda, acorda…” - senti tanto medo. Tanto que incomodei o amor do outro lado da linha. É a lucidez, conclui. O toque inicial de Chico traz alguma lembrança, de um tempo indefinido. Mesmo sendo atual. Presente. Mas hoje, ainda entorpecida dos últimos sonhos, desdobrados, percebi que não precisa temer. Devo permitir o embalo do som e daquelas pessoas. Transpareciam precisar estar perto de mim. Nem que seja para ficar em silêncio. Ouvir a Joana hoje com uma sensação estranha. Silêncio. Deve ser a santa semana.

terça-feira, 18 de março de 2008

Escolha

A vida é feita de escolhas, disse o poeta. E começar matéria com poesia virou praxe. Quase regra. Quase matando a poesia. O romance disfarçado. A dor do autor. E aí vai gerar uma saudade incomensurável do passado. Do tempo em que se informava. Escrevia o que queria. Começava como bem entendia. Saudade do sonho. Do brigadeiro. Do passado recente do jornalismo. Bom mesmo são frases prontas, antigas e atuais. E aí vai uma. Tão sabia e perfeita como tantas coisas.
"Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti".
E Boa páscoa. Tô sem saco para escrever...

sexta-feira, 14 de março de 2008

fim de semana

Para abrir um final de semana cheio de compromissos e de pouco lazer:“Não é porque alguém não te ama como você quer, que não te ame”Ou seja, ame o outro como ele (ela) é. Às vezes, a pessoa está sendo o melhor de si mesma. Só isso. “Meus discos, meus livros e nada mais”

terça-feira, 11 de março de 2008

De um amigo distante e perto

Pernambucanidade

O silêncio fere os olhos,
tampa a respiração,
aniquila os sentidos
e arrasa o coração

Já não ouço mais os clarins
cadê o frevo, o caboclinho e o maracatu?
cadê o som que tanto me faz bem?

Aí saudade rasgada das ruas do Recife,
das ladeiras de Olinda e das praias da Zona Sul!
E o Carnaval... Tana-na-na-nã

Quantas lembranças dos amigos, amores e colegas;
das escolas onde estudei e dos trabalhos que freqüentei

Quantas lembranças boas...
Mas vou seguindo
surdo e escutando apenas o que quero
esperando o dia em que o silêncio se quebre
e eu volte a ouvir os clarins tocando outra vez

by Kataoka

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sem medo

Pela janela do carro. Pelas brechas do óculos. Entre uma palavra e outra. O sorriso. A promessa da eternidade. Compromisso fechado. Fiz um pedido a Deus. Ele me deixar feliz. Deixar eu brincar com meu nariz. E pronto. Fico em paz. Não pertubo. É tão bom ser bom (boa). A má fase passou. Dos excessos. Da falta de equilíbrio. Das críticas. Melhor ainda é estar entre os amados. Em São José. E olhe que não é nenhum destino paradisíaco. Apenas tem uma Coroa Grande. Com Madalena, sem meu peito perceber. No colchão esparramado. Na rede traiçoeira. Ruim é insegurança. Imaturidade. O medo inevitável de perder. E saber que todo dia é dia. De ganhar ou perder. Mas também de conquistar ou desperdiçar. E cabe a cada um escolher. Por enquanto o ideal é viver. Devagarzinho eu chego lá. No compromisso divino. Tem pressa não. Nem juízo.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Amandita

Vale constar que “eu faço samba e amor até mais tarde. E tenho muito sono de manhã…”. E que sou uma bem-vinda companheira. Até que enfim a sexta acorda. Ou melhor, eu que acordei a sexta. Com sanduíche, doce-de-leite e amandita. Beijos e promessas. E desculpas de ator. Ainda assim sou a protagonista da novela. E só decoro o meu papel. Há um problema no “ar”. Sentir saudade é compreensível. Querer o tempo todo é questionável. E eu quero. Pior (ou melhor), posso e consigo. E amo o dia, a noite. E a madrugada. As mãos nas minhas mãos. Os pés nos meus pés. O cheiro no ouvido. E a frase mais simples e complexa. Com gosto de amandita, é claro. Finish. Preciso terminar um texto bem menos prazeroso. Crítico. E que coloca a minha garganta a preço de balcão. Depois uma reunião, a capoeira. O centro e o chopp com amigos. E com amor…termino a noite.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Praia, sono e cama.

Amor, colchão, medo e sono. “Acorda, acorda, acorda”. A Joana teve uma noite longa. E das boas. Deitar depois da praia é prazeroso. E quando o sol é acompanhado de boas companhias, ostra e cerveja. Sem citar os caranguejos, caldinhos e olhares de carinho por trás de um óculos. O estalar dos dedos. E a saudade do fim de semana tão bom, que passou logo, logo. Responsabilidade, praia e festa no sábado. Avaliação de um ano de trabalho. Com família é tudo mais difícil. E fácil também. Festa e álcool até tarde. E samba e amor até cedo. Novas decisões se aproximam. É hora de se desfazer do que passou. Um lar, que não é meu. É preciso reconstruir uma nova vida. Do zero. Com sonhos e projetos. E um padrão de vida mais baixo. E saber que nada é para sempre. Apenas o amor da nossa família. E que família…Que primo!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Separação

Separação. Não de dois corpos. Mas do passado, presente e futuro. É talento de poucos. Começar do zero é o mesmo que apagar o que existiu. Impossível? Não, apenas necessário. Da herança de um casamento que se foi, apenas uma cadela. Mel não tem onde ficar. Por enquanto. Mas assumi a responsabilidade. Ela que está tão feliz, poderá ganhar um novo lar. Ao mesmo tempo terá que ser compreensiva, apesar da irracionalidade. “Porque não há no mundo lei, que possa condenar, alguém que a outro alguém deixou de amar”. E tê-la só por pena? Jamais. Não quero ninguém com pena dela. Nem de mim. Não adiantou perfumar o corredor, consertar ventilador, nem perdoar. Mel não poderá ficar naquele lar. E nem no meu.
A falta da terapia. Do freio de mão. De conselhos, esclarecimento. Tomar a vida novamente requer cuidados. E não se pode cometer os mesmos erros. Mas se faz. Muda-se aqui, mas repete-se ali. Ainda dá tempo? De avaliar, mudar e dar uma chance para um eclipse inédito. Cumprir uma agenda, trabalho, a (eterna) promessa de retornar a capoeira, de rever amigos, comer sushi, guaiamum (gordo), viajar.
Férias agendada. Faltam 14 meses. Para planejar. Um projeto pessoal. De encontro com um Velho Mundo. Apenas bagagens nas mãos. E reencontrar o meu próprio eu. Que de repente estará na própria bagagem. O amor de um primo.
O amor de um amigo. A companhia. O resultado do jogo. A TPM. Expectativa. Futuro. Planos. Projetos. E a falta de noção de tempo. Que se perde em quatro paredes. Numa manhã de terça, quarta, quinta. Ou ouvindo o “samba e amor” de Chico na madrugada. Fim de semana chega. Com preguiça e um pouco de cansaço. E que se faça samba, porque amor tem de sobra…

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Esse Cara

Cazuza
Composição: Caetano Veloso

Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido

Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido

Ele está na minha vida porque quer
Eu estou para o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada
Ele some

Ele é quem quer
Ele é um homem e eu sou apenas uma mulher

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Amizade

A mais clara...

Felicidade é ver o outro bem. Quando amamos esse outro, com certeza. O egoísmo e a vaidade humana não permitem que se aprecie a alegria de um ser antipático. Mas a conquista dos nossos amigos nos tornam fortes. Sorridentes. Uma amiga especial. Chegou lá. E ainda falta chão. O limite, ninguém sabe. No mínimo se conclui que falta muita estrada. Aplauso é pouco. Tiro o chapéu. Não só para ela, mas para outros seres tão amados quanto.

Em nome dos amigos e do amor, dedico Charles Chaplin:
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso"

Dormi depois das 3h virou rotina. A "insônia" é fruto da saudade. Dos anos distantes. Das vidas passadas. Hábitos e vícios separam muitos casais. Mas é preciso simplicidade para entender. E coragem para superar as diferenças. Que existam sempre as diferenças. É um saco ser igual. Jamais tenham, sim, as divergências. Entender o outro não é difícil, mas torna-se qualidade.
"Com o tempo...Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja..."

Caso contrário, "quantos defeitos sanados com o tempo, era o melhor que havia em você..."

E que me suporte assim mesmo...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

É...

E eu que nem queria mais sofrer a agonia da paixão...
mas a danada é boa demais!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Pós...

O sono compensa. O cansaço também. Tudo fruto de um carnaval diferente. Para não dizer melhor que os outros. Com outros tons para as mesmas composições. As marchinhas de praxe são cantadas com mais fervor. São conclusões de um romance que não tem cara de ideal. E mesmo assim, está sendo. Com cuidados. Assim como o Paralamas aconselha. E seja quem for, cuide bem do seu amor. Mesmo que não valha. Que não venha na hora marcada. Que atrase. É assim. Um dia depois do outro dia é sempre melhor. A terça-gorda completou a segunda-magra. A primeira(segunda) com banho de mar. E a segunda(terça) com um tom mais leve. Praia, piscina, Helena e família. E lembranças em meio a um show de Vanessa. Que já toca em outro ritmo. Se igualando a um coração mais descompassado. E o dia nasceu feliz. Num parentesco próximo, junto a vontade de estar junto. Sempre. E que seja eterno...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pierrot


Salve a máscara negra, a noite mal dormida, a fidelidade dos amigos. Mas ainda, salve a alegria de um carnaval feito para esquecer as dores e amores, e ser relembrado por muitos outros carnavais...e quando fevereiro chegar, a saudade já não matará a gente. Nem ninguém. Não há motivos. Qualquer frevo entorpece uma paixão. Acalenta uma alma. Adormece uma boca, um pé. Os ângulos são perfeitos. O encaixe proporcional. A intimidade é antiga...E a saudade toma conta de mim. Dos velhos carnavais. Vou indo, preciso me entorpecer de amor e de dor. Sem eles, sou apenas metade.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sou é branca!



Tô feliz.Antes da folia. Subtraindo o sono e a vontade do dia ter 48 horas, a vida anda perfeita. Resolvi escrever apenas 10 linhas por dia. Porque? Deu vontade.O blog é meu. Tenho a senha.Quem decide os rumos sou eu. A companhia. A hora certa de fazer as coisas. Certas ou erradas. Decido até o momento de errar. Provocar e eleger as melhores frases do dia. Não sou mais a preta de ninguém. Só do meu pai. Sem romance, frevo no pé e tudo na cabeça.Não me sinto mais sozinha.Com uma família maravilhosa e amigos de primeira. E ilustre visita daquele irmão distante.Do moleque piranha. Uma vontade de levantar o astral da prima dramática e da carente. Ansiedade de visitar a inutilidade do orkut.Que tem sido útil. Pelo menos para perceber o quanto sou quista. E de perceber que, sem traumas, escuto a da Mata e de todos os matos. Sou do mundo e do frevo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fantasia

O carnaval chegou. E com ele milhares de verdades e inverdades. Visto a fantasia. Sou a fantasia. Com a máscara tenho mais coragem. E encaro. De frente. Sem medos ou angústia. A embriaguez do frevo é essencial. Para esquecer ou relembrar uma história. A minha história. Se engana quem pensa que penso em alguém. Nem tempo tenho. Até tenho...mas os pensamentos são diversos.Tô danada, como dizia minha mãe. Vivendo e aprendendo. Interpretando a vida como quero e acima de tudo, como preciso. Enquanto me faz bem vou no embalo do ritmo centenário. E como faz. Claro, há exceções. O vidro quebrado. O tempero destemperado. A coragem para fazer o que se quer. E se escrever o que bem entende. Agradando ou não. O telefone que não pára de tocar. O compromisso com o trabalho. E a família. Um berço, uma sobrinha e um monte de bugingangas. Sim, era Sampa, a metrópole brasileira. Onde pensei pouco e vivi muito. Comprei bastante. Ri e sorri (são diferentes).Voltei Recife. Falando das coincidências, mas reforçando o quanto superei o trauma. Não deixa de ser difícil, mas passou. O mais difícil passou. Vem mais pela frente.E se tive irreconhecível melhor ainda. Em Recife, Olinda ou São Paulo, a felicidade será a mesma.Como diz minha prima-amiga: "sou feliz, apenas às vezes fico triste. Mas é às vezes...."Pois é, já me reconheci. E o quanto foi bom estar entre os orgulhos. As tias. O meu futuro. Entre um camarão e um caldinho de feijão, uma lembrança. Saudade da sobrinha. Do pai por perto, mesmo tendo beijado carinhosamente sua testa hoje à tarde.Um arsenal de guerra foi montado. Um soldado foi convocado. Trazendo poderosas armas. O exército cresce. A briga chega. Será no sábado anterior ao de Zé Pereira. Acordando e dormindo para tomar gagau. Disfarçada de algo que não sei. Com os seres mais amados. E dormindo com vontade de acordar e partir. Para a guerra novamente...
De uma comandante de guerra

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A (metida) poeta

Resolvi poetizar. Sem rimas, nem rumo. Da minha forma. Daquele jeito que ninguém entende. O soninho com a princesa. O pensamento no príncipe. A preocupação com a integridade e com o trabalho. A responsabilidade de ser responsável. E sem medo do dia seguinte. Nem do retorno na viagem. Apenas apreensiva com as cobranças da labuta. Tudo bem. Um filme de terror. Que nem queria. Preferi o acalento da pequena. Arrumadinho, mordi a língua. Telefonemas, mensagens, novos contatos. Vida louca, vida. Inglês, velhos planos. Viagem programada. Rumo ao compromisso. E a folia. Carnaval, perspectivas. Amigo querido chegando. Com encomendas especiais. E tudo de melhor. Indo, indo. A poesia chegou...


Chega de lutar
Contra o quê?
A vida não está boa assim?
Então para quê mudar?

De tanto quê e o quê, cansei de escolher.
Não opto, nem reluto.
Aceito as condições impostas
Apenas vivo
Finjo que decido
E no final, até que mando

Nesse destino de loucos
E de enraizados por Deus
Será que serei apenas um palco de lembranças, como diz Dr. Broum?

Nada disso.
Resolvi tomar as redéas.
Assumir meu posto
E domar meus gostos

Escolhendo minhas escolhas
Decidindo nas minhas decisões
E respirando, respirando…
Parece até que o oxigênio é escasso

Tem nada não
Aprendo a respirar o nitrogênio
Ou qualquer gás

“Vivendo e aprendendo a ganhar;
Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo;
Mas aprendendo a ganhar”