terça-feira, 25 de março de 2008

Psiu!

A cidade é do silêncio. E a truculência e ambição fizeram vítimas. Marcas e traumas. Aqui perto. Na vida de centenas de mulheres. Milhares. Milhões em toda história da humanidade. E nós complacentes, mal nos sensibilizamos. Ajudamos a calar suas doces vozes. Desacreditando os seus depoimentos. E logo aqui, outros enredos bem semelhantes. De um pai que creditou o depoimento de uma filha, a partir de um laudo não-oficial. E a filha teve que soluçar sozinha. Chora suas lágrimas mais de 12 anos depois. E tantas, e tantas nadadoras. Quantas outras vítimas ainda não constam no processo? Não importa? Sim, importa. Nossa geração tem mais responsabilidade. De desmascarar até a morte, como muitos Diaz. De revolucionar, mesmo que os grandes ícones, como Che Guevara , Fidel, Olga, Prestes e tantos outros sejam visto como ultrapassados; De lutar pela punição, mesmo que tudo e todos os contrariem. Alguém tem que fazer. Mas a maioria prefere calar. E você, o que tem feito para melhorar isso? Dormido tranqüilo? Estragado comida? Produzido mais lixo? Atropelado inocentes? Desperdiçando a chance de estudar, quandos milhares de crianças/adolescentes queriam?
Não responda. Reaja. "O tempo não pára". Corra. Vá átras.
Antes que outras Páscoa passe e você esteja no mesmo lugar...´
Pronto, desabafei.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sonho

Joana Francesa de fundo. Minha casa, pessoas amadas. Os sobrinhos queridos, uma prima, a cunhada e o irmão. Mas também pessoas desconhecidas. Assim foi o sonho na madrugada de hoje. Lá fora (da vida real) chovia bastante. A casa silenciosa e apenas a minha presença. Bastava fechar os olhos e vê nitidamente todo o cenário descrito acima. E porque com tantos seres amados, num ambiente familiar e uma das músicas preferidas - tocando “Acorda, acorda, acorda…” - senti tanto medo. Tanto que incomodei o amor do outro lado da linha. É a lucidez, conclui. O toque inicial de Chico traz alguma lembrança, de um tempo indefinido. Mesmo sendo atual. Presente. Mas hoje, ainda entorpecida dos últimos sonhos, desdobrados, percebi que não precisa temer. Devo permitir o embalo do som e daquelas pessoas. Transpareciam precisar estar perto de mim. Nem que seja para ficar em silêncio. Ouvir a Joana hoje com uma sensação estranha. Silêncio. Deve ser a santa semana.

terça-feira, 18 de março de 2008

Escolha

A vida é feita de escolhas, disse o poeta. E começar matéria com poesia virou praxe. Quase regra. Quase matando a poesia. O romance disfarçado. A dor do autor. E aí vai gerar uma saudade incomensurável do passado. Do tempo em que se informava. Escrevia o que queria. Começava como bem entendia. Saudade do sonho. Do brigadeiro. Do passado recente do jornalismo. Bom mesmo são frases prontas, antigas e atuais. E aí vai uma. Tão sabia e perfeita como tantas coisas.
"Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti".
E Boa páscoa. Tô sem saco para escrever...

sexta-feira, 14 de março de 2008

fim de semana

Para abrir um final de semana cheio de compromissos e de pouco lazer:“Não é porque alguém não te ama como você quer, que não te ame”Ou seja, ame o outro como ele (ela) é. Às vezes, a pessoa está sendo o melhor de si mesma. Só isso. “Meus discos, meus livros e nada mais”

terça-feira, 11 de março de 2008

De um amigo distante e perto

Pernambucanidade

O silêncio fere os olhos,
tampa a respiração,
aniquila os sentidos
e arrasa o coração

Já não ouço mais os clarins
cadê o frevo, o caboclinho e o maracatu?
cadê o som que tanto me faz bem?

Aí saudade rasgada das ruas do Recife,
das ladeiras de Olinda e das praias da Zona Sul!
E o Carnaval... Tana-na-na-nã

Quantas lembranças dos amigos, amores e colegas;
das escolas onde estudei e dos trabalhos que freqüentei

Quantas lembranças boas...
Mas vou seguindo
surdo e escutando apenas o que quero
esperando o dia em que o silêncio se quebre
e eu volte a ouvir os clarins tocando outra vez

by Kataoka

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sem medo

Pela janela do carro. Pelas brechas do óculos. Entre uma palavra e outra. O sorriso. A promessa da eternidade. Compromisso fechado. Fiz um pedido a Deus. Ele me deixar feliz. Deixar eu brincar com meu nariz. E pronto. Fico em paz. Não pertubo. É tão bom ser bom (boa). A má fase passou. Dos excessos. Da falta de equilíbrio. Das críticas. Melhor ainda é estar entre os amados. Em São José. E olhe que não é nenhum destino paradisíaco. Apenas tem uma Coroa Grande. Com Madalena, sem meu peito perceber. No colchão esparramado. Na rede traiçoeira. Ruim é insegurança. Imaturidade. O medo inevitável de perder. E saber que todo dia é dia. De ganhar ou perder. Mas também de conquistar ou desperdiçar. E cabe a cada um escolher. Por enquanto o ideal é viver. Devagarzinho eu chego lá. No compromisso divino. Tem pressa não. Nem juízo.