terça-feira, 26 de agosto de 2008




Minha pequenininha está fazendo 6 meses. É nesta semana. Fico pensando, daqui há 3 meses, vou estar com ela nos braços. O tempo passa tão rápido. Marquei o chá para daqui há um mês. Uma forma do tempo passar. E curtir cada momento. Já olho para as crianças com outro olhar. Choro mais fácil. Sinto a dor de cada pai e mãe que sofre. Seja com violência ou injustiças. O medo não é mais de perdê-la. É de como tê-la. Criar. Cuidar. São tantos verbos na primeira conjugação…
Letícia está enorme. Na próxima semana ela passa do primeiro quilo. Pense numa valentia. Já acorda a mamãe. E escuta o papai. Reconhece a voz. Impressionante. Parece mentira. Todo dia quando papai saí, ela já fica esperta e dá aquela "cutucadinha" na mamãe.
Detalhe, a pequena é noturna. Vai adorar varar a noite assistindo TV com o pai. Por mim, antes das 22h estou na cama. Mas quando são 23h, bebê dá um pulo e começa as acrobacias. O útero está ficando pequeno para as suas cambalhotas. Em breve, ela vai querer ver a luz. Não vejo a hora da próxima ultra. De ver seu primeiro sorriso. Suas caras e bocas. De com quem parece. Calma, calma. Ela não tem pressa. Está curtindo cada carinho e beijinho. A barriga é tão quentinha. Deixa ela quieta. Protegida deste mundo. Vá dormi bebê.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pra quê isso...


Gestação é tudo que eu não imaginava. Juro. Quem estiver se preparando fique atenta: você não fica apenas se amostrando com a barriga ou sendo bajulada por todos. Você trabalha e muito. Mas não consegue ter a concentração de antes. No meio do expediente, me pego visitando sites de gravidez, bebê, decoração de quarto…tudo é mais interessante do que a vida aqui fora. Parece que existe um novo mundo dentro de mim. Eu sei, existe! Não é isso que quero dizer…enfim, não adianta. O que sinto é difícil traduzir. Passou a euforia da notícia. Agora a fase é mais tranqüila.
Ao mesmo tempo, os dias passam rápido. Estou na 25ª semana. Vou completar 6 meses. Vendo kit de berço, higiene, daquilo outro. E ainda tem o tal do chá-de-bebê, que todos perguntam. Vez por outra me sinto sozinha. Isso mesmo. Com tanta gente perguntando como estou, ligando, me sinto "isolada". Na verdade o mundo não acompanha as minhas mudanças. Já estou preocupada, imagine, com a minha licença-maternidade. Se vou receber visitas. Dos amigos, família. Eu, em!
Saindo um pouco do interior-crítico, Letícia está ótima. Às vezes mamãe reclama porque ela não mexeu. Ela parece ouvir. Captar. Começa a chutar para lá, puxar o cordão umbilical. O médico aliviou. Disse que engordei na medida certa. 400 gramas, de julho até agosto. Não sabe ele que nem alivio tanto. Todo dia, religiosamente, almoço e caiu de boca numa torta. A culpa não é minha. Mas do refeitório novo. As tortas são deliciosas. Afê! Em compensação tenho caprichado nas frutas, sucos, verduras.
Muito bom é resolver coisas. Todos os dias tenho algo a fazer. Hoje, por exemplo, esperei o marceneiro (aquele que atrasou na entrega e tal…). Mas, até que enfim, ele terminou tudooo: o acabamento do móvel de Letícia. E ainda, de quebra, conversei com ele sobre os filhos, sua relação extra-conjugal, de trabalho. Uma verdadeira terapia. Daqui do trabalho vou comprar pregos, uns ganchos, um lixeiro novo. E…tan, tan, tan: fechar o danado do kit de berço, cama de babá, bonequinhas etc. É muito "pra quê isso". Mas enfim, resolvido.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pai é pai



Posso até ser desleixada. Mas jamais deixaria de lembrar de uma figura tão importante. Todos costumam falar: "mãe é mãe". No entanto, eu gosto de repetir que "pai é pai". Isso porque tive e tenho um pai presente, fundamental na criação de meus valores. E mais ainda, porque Letícia tem a sorte de ter um pai dedicado, carinhoso. Que faz questão de conversar com ela, enquanto muitos ignoram a gestação. Letícia tem um pai que se emociona com seus pulos. Que faz de todos os dias, o dia deles. Que dedica os últimos minutos do dia, para se declarar. Orar baixinho. Agradecer a Deus por tudo que ela trouxe para ele. Um pai, que desde a concepção, a aguarda. O pai do bebê mais lindo. Da indiazinha. O pai da menininha. Que ele já faz questão de leva-la à escola. E já briga para ser seu par no Sao João. Que diz que vai ser chato, ninguém vai pega-la. Mas no fundo, se orgulha e vai se amostrar bem muito. O pai que a coloca para dormi e treina as músicas de ninar. Que vai dar uma Kely - a família dele é tradição, toda cadela se chama Kely - de presente do dia das crianças. Enfim, um pai como o meu. Com objetivos traçados de acordo com a vida dela. E a minha. E no próximo dia dos Pais, Letícia vai estar com um laço na cabeça, dentro de uma caixinha. E será sempre o seu melhor presente. A sua presença. Pai, até a hora de dormir. Te amamos.