quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sou é branca!



Tô feliz.Antes da folia. Subtraindo o sono e a vontade do dia ter 48 horas, a vida anda perfeita. Resolvi escrever apenas 10 linhas por dia. Porque? Deu vontade.O blog é meu. Tenho a senha.Quem decide os rumos sou eu. A companhia. A hora certa de fazer as coisas. Certas ou erradas. Decido até o momento de errar. Provocar e eleger as melhores frases do dia. Não sou mais a preta de ninguém. Só do meu pai. Sem romance, frevo no pé e tudo na cabeça.Não me sinto mais sozinha.Com uma família maravilhosa e amigos de primeira. E ilustre visita daquele irmão distante.Do moleque piranha. Uma vontade de levantar o astral da prima dramática e da carente. Ansiedade de visitar a inutilidade do orkut.Que tem sido útil. Pelo menos para perceber o quanto sou quista. E de perceber que, sem traumas, escuto a da Mata e de todos os matos. Sou do mundo e do frevo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fantasia

O carnaval chegou. E com ele milhares de verdades e inverdades. Visto a fantasia. Sou a fantasia. Com a máscara tenho mais coragem. E encaro. De frente. Sem medos ou angústia. A embriaguez do frevo é essencial. Para esquecer ou relembrar uma história. A minha história. Se engana quem pensa que penso em alguém. Nem tempo tenho. Até tenho...mas os pensamentos são diversos.Tô danada, como dizia minha mãe. Vivendo e aprendendo. Interpretando a vida como quero e acima de tudo, como preciso. Enquanto me faz bem vou no embalo do ritmo centenário. E como faz. Claro, há exceções. O vidro quebrado. O tempero destemperado. A coragem para fazer o que se quer. E se escrever o que bem entende. Agradando ou não. O telefone que não pára de tocar. O compromisso com o trabalho. E a família. Um berço, uma sobrinha e um monte de bugingangas. Sim, era Sampa, a metrópole brasileira. Onde pensei pouco e vivi muito. Comprei bastante. Ri e sorri (são diferentes).Voltei Recife. Falando das coincidências, mas reforçando o quanto superei o trauma. Não deixa de ser difícil, mas passou. O mais difícil passou. Vem mais pela frente.E se tive irreconhecível melhor ainda. Em Recife, Olinda ou São Paulo, a felicidade será a mesma.Como diz minha prima-amiga: "sou feliz, apenas às vezes fico triste. Mas é às vezes...."Pois é, já me reconheci. E o quanto foi bom estar entre os orgulhos. As tias. O meu futuro. Entre um camarão e um caldinho de feijão, uma lembrança. Saudade da sobrinha. Do pai por perto, mesmo tendo beijado carinhosamente sua testa hoje à tarde.Um arsenal de guerra foi montado. Um soldado foi convocado. Trazendo poderosas armas. O exército cresce. A briga chega. Será no sábado anterior ao de Zé Pereira. Acordando e dormindo para tomar gagau. Disfarçada de algo que não sei. Com os seres mais amados. E dormindo com vontade de acordar e partir. Para a guerra novamente...
De uma comandante de guerra

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A (metida) poeta

Resolvi poetizar. Sem rimas, nem rumo. Da minha forma. Daquele jeito que ninguém entende. O soninho com a princesa. O pensamento no príncipe. A preocupação com a integridade e com o trabalho. A responsabilidade de ser responsável. E sem medo do dia seguinte. Nem do retorno na viagem. Apenas apreensiva com as cobranças da labuta. Tudo bem. Um filme de terror. Que nem queria. Preferi o acalento da pequena. Arrumadinho, mordi a língua. Telefonemas, mensagens, novos contatos. Vida louca, vida. Inglês, velhos planos. Viagem programada. Rumo ao compromisso. E a folia. Carnaval, perspectivas. Amigo querido chegando. Com encomendas especiais. E tudo de melhor. Indo, indo. A poesia chegou...


Chega de lutar
Contra o quê?
A vida não está boa assim?
Então para quê mudar?

De tanto quê e o quê, cansei de escolher.
Não opto, nem reluto.
Aceito as condições impostas
Apenas vivo
Finjo que decido
E no final, até que mando

Nesse destino de loucos
E de enraizados por Deus
Será que serei apenas um palco de lembranças, como diz Dr. Broum?

Nada disso.
Resolvi tomar as redéas.
Assumir meu posto
E domar meus gostos

Escolhendo minhas escolhas
Decidindo nas minhas decisões
E respirando, respirando…
Parece até que o oxigênio é escasso

Tem nada não
Aprendo a respirar o nitrogênio
Ou qualquer gás

“Vivendo e aprendendo a ganhar;
Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo;
Mas aprendendo a ganhar”