segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pierrot


Salve a máscara negra, a noite mal dormida, a fidelidade dos amigos. Mas ainda, salve a alegria de um carnaval feito para esquecer as dores e amores, e ser relembrado por muitos outros carnavais...e quando fevereiro chegar, a saudade já não matará a gente. Nem ninguém. Não há motivos. Qualquer frevo entorpece uma paixão. Acalenta uma alma. Adormece uma boca, um pé. Os ângulos são perfeitos. O encaixe proporcional. A intimidade é antiga...E a saudade toma conta de mim. Dos velhos carnavais. Vou indo, preciso me entorpecer de amor e de dor. Sem eles, sou apenas metade.

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