quinta-feira, 20 de março de 2008

Sonho

Joana Francesa de fundo. Minha casa, pessoas amadas. Os sobrinhos queridos, uma prima, a cunhada e o irmão. Mas também pessoas desconhecidas. Assim foi o sonho na madrugada de hoje. Lá fora (da vida real) chovia bastante. A casa silenciosa e apenas a minha presença. Bastava fechar os olhos e vê nitidamente todo o cenário descrito acima. E porque com tantos seres amados, num ambiente familiar e uma das músicas preferidas - tocando “Acorda, acorda, acorda…” - senti tanto medo. Tanto que incomodei o amor do outro lado da linha. É a lucidez, conclui. O toque inicial de Chico traz alguma lembrança, de um tempo indefinido. Mesmo sendo atual. Presente. Mas hoje, ainda entorpecida dos últimos sonhos, desdobrados, percebi que não precisa temer. Devo permitir o embalo do som e daquelas pessoas. Transpareciam precisar estar perto de mim. Nem que seja para ficar em silêncio. Ouvir a Joana hoje com uma sensação estranha. Silêncio. Deve ser a santa semana.

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