sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Amandita

Vale constar que “eu faço samba e amor até mais tarde. E tenho muito sono de manhã…”. E que sou uma bem-vinda companheira. Até que enfim a sexta acorda. Ou melhor, eu que acordei a sexta. Com sanduíche, doce-de-leite e amandita. Beijos e promessas. E desculpas de ator. Ainda assim sou a protagonista da novela. E só decoro o meu papel. Há um problema no “ar”. Sentir saudade é compreensível. Querer o tempo todo é questionável. E eu quero. Pior (ou melhor), posso e consigo. E amo o dia, a noite. E a madrugada. As mãos nas minhas mãos. Os pés nos meus pés. O cheiro no ouvido. E a frase mais simples e complexa. Com gosto de amandita, é claro. Finish. Preciso terminar um texto bem menos prazeroso. Crítico. E que coloca a minha garganta a preço de balcão. Depois uma reunião, a capoeira. O centro e o chopp com amigos. E com amor…termino a noite.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Praia, sono e cama.

Amor, colchão, medo e sono. “Acorda, acorda, acorda”. A Joana teve uma noite longa. E das boas. Deitar depois da praia é prazeroso. E quando o sol é acompanhado de boas companhias, ostra e cerveja. Sem citar os caranguejos, caldinhos e olhares de carinho por trás de um óculos. O estalar dos dedos. E a saudade do fim de semana tão bom, que passou logo, logo. Responsabilidade, praia e festa no sábado. Avaliação de um ano de trabalho. Com família é tudo mais difícil. E fácil também. Festa e álcool até tarde. E samba e amor até cedo. Novas decisões se aproximam. É hora de se desfazer do que passou. Um lar, que não é meu. É preciso reconstruir uma nova vida. Do zero. Com sonhos e projetos. E um padrão de vida mais baixo. E saber que nada é para sempre. Apenas o amor da nossa família. E que família…Que primo!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Separação

Separação. Não de dois corpos. Mas do passado, presente e futuro. É talento de poucos. Começar do zero é o mesmo que apagar o que existiu. Impossível? Não, apenas necessário. Da herança de um casamento que se foi, apenas uma cadela. Mel não tem onde ficar. Por enquanto. Mas assumi a responsabilidade. Ela que está tão feliz, poderá ganhar um novo lar. Ao mesmo tempo terá que ser compreensiva, apesar da irracionalidade. “Porque não há no mundo lei, que possa condenar, alguém que a outro alguém deixou de amar”. E tê-la só por pena? Jamais. Não quero ninguém com pena dela. Nem de mim. Não adiantou perfumar o corredor, consertar ventilador, nem perdoar. Mel não poderá ficar naquele lar. E nem no meu.
A falta da terapia. Do freio de mão. De conselhos, esclarecimento. Tomar a vida novamente requer cuidados. E não se pode cometer os mesmos erros. Mas se faz. Muda-se aqui, mas repete-se ali. Ainda dá tempo? De avaliar, mudar e dar uma chance para um eclipse inédito. Cumprir uma agenda, trabalho, a (eterna) promessa de retornar a capoeira, de rever amigos, comer sushi, guaiamum (gordo), viajar.
Férias agendada. Faltam 14 meses. Para planejar. Um projeto pessoal. De encontro com um Velho Mundo. Apenas bagagens nas mãos. E reencontrar o meu próprio eu. Que de repente estará na própria bagagem. O amor de um primo.
O amor de um amigo. A companhia. O resultado do jogo. A TPM. Expectativa. Futuro. Planos. Projetos. E a falta de noção de tempo. Que se perde em quatro paredes. Numa manhã de terça, quarta, quinta. Ou ouvindo o “samba e amor” de Chico na madrugada. Fim de semana chega. Com preguiça e um pouco de cansaço. E que se faça samba, porque amor tem de sobra…

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Esse Cara

Cazuza
Composição: Caetano Veloso

Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido

Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido

Ele está na minha vida porque quer
Eu estou para o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada
Ele some

Ele é quem quer
Ele é um homem e eu sou apenas uma mulher

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Amizade

A mais clara...

Felicidade é ver o outro bem. Quando amamos esse outro, com certeza. O egoísmo e a vaidade humana não permitem que se aprecie a alegria de um ser antipático. Mas a conquista dos nossos amigos nos tornam fortes. Sorridentes. Uma amiga especial. Chegou lá. E ainda falta chão. O limite, ninguém sabe. No mínimo se conclui que falta muita estrada. Aplauso é pouco. Tiro o chapéu. Não só para ela, mas para outros seres tão amados quanto.

Em nome dos amigos e do amor, dedico Charles Chaplin:
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso"

Dormi depois das 3h virou rotina. A "insônia" é fruto da saudade. Dos anos distantes. Das vidas passadas. Hábitos e vícios separam muitos casais. Mas é preciso simplicidade para entender. E coragem para superar as diferenças. Que existam sempre as diferenças. É um saco ser igual. Jamais tenham, sim, as divergências. Entender o outro não é difícil, mas torna-se qualidade.
"Com o tempo...Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja..."

Caso contrário, "quantos defeitos sanados com o tempo, era o melhor que havia em você..."

E que me suporte assim mesmo...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

É...

E eu que nem queria mais sofrer a agonia da paixão...
mas a danada é boa demais!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Pós...

O sono compensa. O cansaço também. Tudo fruto de um carnaval diferente. Para não dizer melhor que os outros. Com outros tons para as mesmas composições. As marchinhas de praxe são cantadas com mais fervor. São conclusões de um romance que não tem cara de ideal. E mesmo assim, está sendo. Com cuidados. Assim como o Paralamas aconselha. E seja quem for, cuide bem do seu amor. Mesmo que não valha. Que não venha na hora marcada. Que atrase. É assim. Um dia depois do outro dia é sempre melhor. A terça-gorda completou a segunda-magra. A primeira(segunda) com banho de mar. E a segunda(terça) com um tom mais leve. Praia, piscina, Helena e família. E lembranças em meio a um show de Vanessa. Que já toca em outro ritmo. Se igualando a um coração mais descompassado. E o dia nasceu feliz. Num parentesco próximo, junto a vontade de estar junto. Sempre. E que seja eterno...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pierrot


Salve a máscara negra, a noite mal dormida, a fidelidade dos amigos. Mas ainda, salve a alegria de um carnaval feito para esquecer as dores e amores, e ser relembrado por muitos outros carnavais...e quando fevereiro chegar, a saudade já não matará a gente. Nem ninguém. Não há motivos. Qualquer frevo entorpece uma paixão. Acalenta uma alma. Adormece uma boca, um pé. Os ângulos são perfeitos. O encaixe proporcional. A intimidade é antiga...E a saudade toma conta de mim. Dos velhos carnavais. Vou indo, preciso me entorpecer de amor e de dor. Sem eles, sou apenas metade.