Separação. Não de dois corpos. Mas do passado, presente e futuro. É talento de poucos. Começar do zero é o mesmo que apagar o que existiu. Impossível? Não, apenas necessário. Da herança de um casamento que se foi, apenas uma cadela. Mel não tem onde ficar. Por enquanto. Mas assumi a responsabilidade. Ela que está tão feliz, poderá ganhar um novo lar. Ao mesmo tempo terá que ser compreensiva, apesar da irracionalidade. “Porque não há no mundo lei, que possa condenar, alguém que a outro alguém deixou de amar”. E tê-la só por pena? Jamais. Não quero ninguém com pena dela. Nem de mim. Não adiantou perfumar o corredor, consertar ventilador, nem perdoar. Mel não poderá ficar naquele lar. E nem no meu.
A falta da terapia. Do freio de mão. De conselhos, esclarecimento. Tomar a vida novamente requer cuidados. E não se pode cometer os mesmos erros. Mas se faz. Muda-se aqui, mas repete-se ali. Ainda dá tempo? De avaliar, mudar e dar uma chance para um eclipse inédito. Cumprir uma agenda, trabalho, a (eterna) promessa de retornar a capoeira, de rever amigos, comer sushi, guaiamum (gordo), viajar.
Férias agendada. Faltam 14 meses. Para planejar. Um projeto pessoal. De encontro com um Velho Mundo. Apenas bagagens nas mãos. E reencontrar o meu próprio eu. Que de repente estará na própria bagagem. O amor de um primo.
O amor de um amigo. A companhia. O resultado do jogo. A TPM. Expectativa. Futuro. Planos. Projetos. E a falta de noção de tempo. Que se perde em quatro paredes. Numa manhã de terça, quarta, quinta. Ou ouvindo o “samba e amor” de Chico na madrugada. Fim de semana chega. Com preguiça e um pouco de cansaço. E que se faça samba, porque amor tem de sobra…
Já estava com saudade dos seus poemas! E é claro, de vc! Bjs!
ResponderExcluirAmigaaa
ResponderExcluiraparece não me esquece
beijooo Déa