O carnaval chegou. E com ele milhares de verdades e inverdades. Visto a fantasia. Sou a fantasia. Com a máscara tenho mais coragem. E encaro. De frente. Sem medos ou angústia. A embriaguez do frevo é essencial. Para esquecer ou relembrar uma história. A minha história. Se engana quem pensa que penso em alguém. Nem tempo tenho. Até tenho...mas os pensamentos são diversos.Tô danada, como dizia minha mãe. Vivendo e aprendendo. Interpretando a vida como quero e acima de tudo, como preciso. Enquanto me faz bem vou no embalo do ritmo centenário. E como faz. Claro, há exceções. O vidro quebrado. O tempero destemperado. A coragem para fazer o que se quer. E se escrever o que bem entende. Agradando ou não. O telefone que não pára de tocar. O compromisso com o trabalho. E a família. Um berço, uma sobrinha e um monte de bugingangas. Sim, era Sampa, a metrópole brasileira. Onde pensei pouco e vivi muito. Comprei bastante. Ri e sorri (são diferentes).Voltei Recife. Falando das coincidências, mas reforçando o quanto superei o trauma. Não deixa de ser difícil, mas passou. O mais difícil passou. Vem mais pela frente.E se tive irreconhecível melhor ainda. Em Recife, Olinda ou São Paulo, a felicidade será a mesma.Como diz minha prima-amiga: "sou feliz, apenas às vezes fico triste. Mas é às vezes...."Pois é, já me reconheci. E o quanto foi bom estar entre os orgulhos. As tias. O meu futuro. Entre um camarão e um caldinho de feijão, uma lembrança. Saudade da sobrinha. Do pai por perto, mesmo tendo beijado carinhosamente sua testa hoje à tarde.Um arsenal de guerra foi montado. Um soldado foi convocado. Trazendo poderosas armas. O exército cresce. A briga chega. Será no sábado anterior ao de Zé Pereira. Acordando e dormindo para tomar gagau. Disfarçada de algo que não sei. Com os seres mais amados. E dormindo com vontade de acordar e partir. Para a guerra novamente...
De uma comandante de guerra
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
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O que comentar? É só admirar e contemplar tal poesia!
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